Desenvolvimento de um sistema de vórtice ciclônico sobre o Oceano Atlântico. Os Ventos alísios estavam fortes porém sem destaque suficiente pelo continente para caracterizar JBN. Observou-se uma confluência das Correntes de Jato subtropical e polar ao longo do sul da América do Sul em decorrência do deslocamento das células de Hadley e Polar ao Norte, condições características do período de transição entre verão e outono.
Foi verificada a formação de um sistema de baixa pressão no Paraguai e Argentina que migrou para o Rio Grande do Sul, apresentando características de um ciclone extratropical associado a uma frente fria, sendo observado inclusive um VCAN com padrões de alta velocidade de vento em altos e médios níveis da atmosfera, alcançando 30m/s. A precipitação acumulada foi de 150mm do dia 14 para 15, antes de alcançar o RS. foi observada uma umidade relativa baixa nas redondezas deste sistema e advecção de ar quente no centro. Ao final do dia 19 o sistema já havia migrado ao sul abaixo dos 50° de latitude e se dissipou no dia 21 (segunda-feira). Neste mesmo dia pôde-se ver a formação de um centro de alta-fria ao leste da Argentina, sobre o Atlântico.
Entre os dias 17 e 19, os índices de instabilidade foram destaque no litoral do Sul e Sudeste brasileiro, principalmente no dia 18 com CAPE entre 1800 2100 e Lifted alcançado valores de -4. Na região da Grande Florianópolis foi observada maior cobertura de nuvens durante a semana, com aberturas esparsas. No código SPECI do aeroporto de Florianópolis na quarta-feira houve relato de chuva. A partir do dia 17, foi verificado céu praticamente limpo até o dia 21, com poucas nuvens em sua maioria do tipo cirrus

